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Formas-Pensamento e Egrégoras

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“Não se deve ter maus pensamentos, porque concorre-se para engrossar as fileiras do mal”.

(Professor Henrique José de Souza)

O Homem é um Ser essencialmente criador. Suas criações não se resumem às suas ações (palavras e atos) no plano material como também, e principalmente, aos planos emocional (sentimentos) e mental (pensamentos).

O que nem todos sabem, porém, é que o pensamento atrelado à emoção, além de ser uma força viva, produz definidas formas psicomentais, com cores próprias, segundo sua natureza, com uma duração proporcional à intensidade da energia que o engendrou. Um mau pensamento gera uma forma que acaba se tornando uma arma contra o seu criador, essa forma-pensamento não atinge somente o pensador como também o meio onde ele vive e atua.  

É por essa razão que, nas escolas iniciáticas, a primeira tarefa dada ao discípulo tem sempre o objetivo de aprimorar sentimentos e pensamentos. Esse é o primeiro passo de quem busca o autoconhecimento a caminho da autorrealização.

Formas-pensamento individuais se agregam por afinidade, criando assim os chamados egrégoras.

Egrégora não é a denominação mais adequada para designar um “ser”, ou “entidade não física” criada a partir das energias coletivas de pensamentos, sentimentos e ações, agindo sobre o plano astral.

O termo egrégora (do grego egregoroi ) significa, na tradição Cristã, Vigilante do Céu, ser especial que guia e inspeciona as manifestações da Vida dentro de um determinado ciclo. Portanto, a palavra egrégora refere-se, originalmente, a um ser divino, não criação humana. Foi a partir do século XIX, com o surgimento do neo-espiritualismo, tendo à frente Éliphas Lévi, Papus e outros ocultistas, que o termo egrégora passou a ser aplicado às formas psicomentais dos homens e acabou sendo adotado pela maioria dos colégios de iniciação, apresentando-se desde então sob um aspecto polarizado: egrégora positivo ou luminoso e egrégora negativo ou sombrio. 

A humanidade vive entre dois polos, que representam o resultado de todo o esforço nas várias ordens e nos vários estados de consciência por que passa. As ações no plano físico, as emoções no plano emocional e os pensamentos no plano mental concorrem para a formação destes egrégoras ou formas-pensamento coletivas, criações que não estão envoltos num processo evolutivo geral, cujo poder será intensificado por energias afins dos planos extrafísicos.  Isso quer dizer que muitos desses egrégoras vêm sendo criados ao longo da evolução na Face da Terra, porém, no texto seguinte, fica claro que a criatura humana consciente, que tem como meta seu crescimento espiritual, pode e deve buscar formas de se livrar dos egrégoras negativos, vigiando seus atos, emoções e pensamentos.

“Os efeitos dos pensamentos são intensificados quando emitidos conjuntamente por várias pessoas. Daí os maiores benefícios que auferem as coletividades onde militam associações espiritualistas e escolas de iniciação, em cujas sedes e templos se reúnem seus membros para ensinar e vivenciar as regras da paz, do amor e da concórdia universal. Os poderosos egrégoras movem-se e vibram em todas as direções, afastando ou dominando as vibrações negativas.” 

Prof. H. J. Souza em Os Mistérios do Sexo

Um egrégora positivo é formado pelas vibrações de ordem benéfica emitidas pela própria humanidade e se tornando o Grande Anjo Protetor desta mesma humanidade.

Um egrégora negativo é a sombra deste aspecto elevado, representada pelas ações, pensamentos e sentimentos que não estão em conformidade com a Lei Divina, e que é o chamado egrégora sombrio, um entrave à evolução da humanidade.

Portanto, toda ação, sentimento e pensamento dos homens na face da Terra geram energias que podem ser usadas tanto pelas forças do bem, quando positivas, como pelas forças do mal, quando negativas. 

Felizmente, existem os egrégoras criados intencionalmente com o objetivo de proteger e auxiliar a humanidade.

Diz o Professor Henrique: (…), “os Adeptos não fazem, senão, criar formas – pensamento do Bem, por isso mesmo, Anjos ou Devas do ambiente terreno que, se juntando aos do divino, por sua vez, auxiliam a resistência e iluminação, cada vez maior, desse Deva ou Egrégora, que já provém desde que existe na Terra a Grande Hierarquia Oculta” (…). Este é um exemplo de egrégora luminoso. 

Porém, existem homens que criam conscientemente egrégoras negativos, forças obscuras, cuja natureza é, essencialmente, maléfica. Esse egrégora sombrio é alimentado pela ação, sentimento e pensamento negativo de toda humanidade.

As escrituras orientais já diziam, há muito tempo, que as crises por que passa a humanidade devem-se à influência dessas forças obscuras que se associam, intimamente, com inúmeras pessoas que estão à frente dos destinos humanos e que vão agir de forma a criar obstáculo ao impulso natural que levaria a humanidade a ascender e subir mais um degrau na escada da Evolução, fazendo com que, sobre a Terra, desça a chamada Idade dos Conflitos, que entravam o pleno domínio nos próprios destinos humanos. 

Certamente, a crise por que passamos hoje está impregnada por essas forças que, ao longo da história, foram sendo alimentadas pelo ódio, revolta e indignação da humanidade.

Quando, por ignorância, nos ferimos, o caminho mais correto é curar o ferimento. A revolta, a raiva e o xingamento só fazem piorar as dores e prolongar o sofrimento.

De alguma forma, todos somos responsáveis pela situação crítica na qual, hoje, o Brasil e o Mundo se encontram. Agora, é hora de curar. Cada um de nós deve vigiar seus atos, palavras, sentimentos e pensamentos, evitando assim alimentar as forças negativas, procurar criar formas-pensamento e egrégoras que possam anular toda negatividade e fortalecer as fileiras do bem.

*Texto elaborado a partir de ensinamentos do Professor Henrique José de Souza e de Antônio Castaño Ferreira.

Imagem: Pixabay license. Atribuição não requerida

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