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Dia das Mulheres – Palavras de D. Helena Jefferson de Souza

Hoje é o Dia Internacional da Mulher!

Palavras de D. Helena Jefferson de Souza numa Carta dirigida aos Irmãos do antigo Departamento da SBE de Sintra, Portugal, em Agosto de 1978

“A Mulher em face do mundo atual” – (excertos)

“(…) Grande e imenso mesmo é o papel das mulheres, como coletividade humana no momento presente. Pela sua própria condição biológica, é dever imperioso da mulher auxiliar seus filhos, esposos e irmãos a perceber a tragédia que ameaça os seres humanos e as diversas formas de vida de nosso planeta.

O extraordinário avanço das ciências físicas e das técnicas, sem o correspondente aperfeiçoamento e realização no campo das ciências sociais e psicológicas e o abuso, inclusive, das experiências nucleares, prejudicam as gerações atuais e vindouras, sem falar nas disfarçadas tentativas de congraçamento e confraternização de grupos filosóficos, religiosos e políticos, impondo, em detrimento da verdade ou das reais necessidades dos povos, o sinete da escravidão espiritual e física.

Tudo isso, não resta dúvida, é o entrechoque de conceitos e instituições de uma civilização decadente, que agoniza, com uma nova civilização que já é percebida pelos mais esclarecidos. Estamos presenciando, em toda a sua rudeza, as profecias bíblicas. Os quatro cavaleiros do Apocalipse – Domínio – Guerra – Peste – Fome, soltaram as rédeas de suas montarias e exercem sua tarefa diabólica de destruição. Cabe a nós, mulheres do mundo inteiro e, particularmente do Brasil, por ser o Berço da Nova Civilização (…), pela qual trabalha há longos 57 anos a Sociedade Brasileira de Eubiose, passar por cima das pedras do caminho, essas pedras que são, sem dúvida, o carma da humanidade. Amassemo-las com a nossa sabedoria e a arma dos nossos corações.

É cabível que nós, mulheres, como geradoras de vidas, assistamos de braços cruzados ao descalabro que vai pelo mundo? A mulher jamais poderá ser auxiliar de desgraças e infelicidades. Cabe, portanto, à mulher a tarefa importante e sublime de fazer com que a vida humana tenha um processo contínuo, desenvolvendo-se, progressivamente, em busca da perfeição. De nossos lares saem os homens de hoje e os homens de amanhã. Com a nossa arma de renúncia e de amor, inspiremos nossos filhos, irmãos e esposos, fazendo-lhes sentir a inutilidade da destruição, que parte da desarmonia do indivíduo, da família e da sociedade, despertando em seus corações o desejo de servir à causa da verdadeira fraternidade, de onde derivam a liberdade e a igualdade; façamos com que eles pesquisem os fundamentos dos males existentes, para descobrirem os remédios necessários ao equilíbrio entre a construção e a destruição.

Usando nossa inteligência e nosso amor, transformemos as incertezas atuais e a angústia que assolam a humanidade na firme convicção de um mundo melhor, onde o Bem, o Bom e o Belo sejam uma realidade e não, apenas, palavras a emoldurar frases de estilo.

Trabalhemos, de corpo e alma, para que a Felicidade, presente e futura, norteie sempre a nossa vida, em busca de um mundo melhor, onde reine a paz, a justiça, a compreensão, o respeito e o verdadeiro amor que a tudo e a todos une.

(…) Não nos esqueçamos que, quando agimos com o firme propósito de praticar o Bem, jamais somos desamparados. Dizia meu inesquecível esposo e companheiro de missão, Henrique José de Souza: “A Fraternidade Branca (os seres que se libertaram das paixões humanas e que vivem, digamos, num plano superior ao dos homens vulgares), amparam, inspiram e guiam a “grande órfã”, a humanidade, sem embargo de deixá-la responsável pelos próprios passos na livre escolha dos caminhos; apta a redimir-se por si mesma, por suas sofridas experiências, a superar-se pela conquista gradativa do Real conhecimento da Verdade”.

Sem ferir a lei sagrada e inviolável a que estamos submetidos, ou seja, a lei de causa e efeito, ação e reação, procedamos sempre no sentido de dar aos que nos cercam a noção de responsabilidade, sem a qual não haverá evolução. Evolução implica em equilíbrio, em neutralizar o Bem e o Mal, como duas Forças que lutam dentro de nós, para que desse equilíbrio surja uma Terceira Força, a do Amor Universal.

Se pautarmos nossa vida dentro desses preceitos, poderemos, com nosso exemplo, modificar o rumo atual dos acontecimentos que avassalam o mundo neste fim de ciclo apodrecido e gasto.

Jamais esqueçamos que é no recesso de nossos lares e de nossas salas de aulas que é moldado o homem de amanhã. À mulher cabe o dever da formação moral e intelectual da infância e da adolescência que não deverão ser desviadas do caminho que as conduza ao aperfeiçoamento evolucional, para que, como consequência, o mundo se transforme e paz volte a reinar na Face da Terra, apoiada nos sãos princípios do Amor, da Verdade e da Justiça.”

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