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Tolerância religiosa – Capítulo #09 DE 12

9 – A tolerância religiosa para o estabelecimento da liberdade dos cultos, não basta por si só para assegurar esta liberdade. É imprescindível ainda o “respeito”, neste é que reside a verdadeira virtude. Pio X, o Pontífice bondoso e inteligente, culto e evoluído, cuja lembrança a humanidade conserva com admiração e saudade, deu ao mundo inteiro, e principalmente aos fiéis da sua igreja, este exemplo de respeito e tolerância, que aumentou consideravelmente o prestígio do catolicismo. Quanto mais acesa e crepitante estava a fogueira da guerra europeia, pediu o santo velhinho aos chefes de todas as religiões e aos crentes de todos os credos, que “orassem ao Pai Celestial, rogando a cessação das hostilidades e o restabelecimento da Paz Universal…” era somente pela elevação do PENSAMENTO até Deus que tal pedido, porém, podia ser cumprido.

Não fosse Lourenço Sarto um Papa culto e evoluído… Outrora, a cegueira e o fanatismo, erguendo nas praças públicas as fogueiras regeneradoras da fé católica ameaçada. Hoje, os mesmos príncipes da Igreja contemplando a contaminação rápida das fagulhas por todo o orbe terráqueo, mandando apagar os incêndios do ódio e da intolerância com a água redentora e puríssima da FÉ UNIVERSAL…

Morrem as pessoas, desaparecem as coisas, extingue-se a matéria! Mas – a essência espiritual que produz a tal virtude que transporta montanhas é imortal. Foi o Mestre dos Mestres quem nos assegurou a imortalidade da Fé, dizendo que “onde estivessem duas ou mais pessoas reunidas em Seu nome… aí estaria Ele”… FILHO DA VERDADE, por ser dela uma partícula, Jesus é a VERDADE mesma e todos nós temos na consciência, o santuário próprio para instalá-la. Se o altar está purificado e se a crença em Jesus (este Budha Celeste) permanece firme, conseguimos achar a VERDADEIRA RELIGIÃO…

A ignorância e a preguiça são os principais “empecilhos” à prática da tolerância e do respeito que nos merecem as crenças alheias.

A religião “A” supõe ou pretende que o seu Deus é melhor e, superior ao da religião “B”. E os adeptos desta tratam aos daquela com compaixão e desprezo. E por mais que se lhes diga que tal procedimento está em desacordo com a moral dos Evangelhos e que estes continuam como um caminho para a VERDADE teimam eles, em afirmar que conseguiram já chegar ao fim e atingi-la. Nem mais um passo para frente… e se insistindo, lhes mostramos, só por curiosidade, a continuação da vereda tornamo-nos os objetos dos seus sarcasmos e antipatias, e não raro, de suas insólitas agressões. É a manifestação ostensiva da maldita vaidade humana!

Aos que, porém, praticam humildemente os preceitos evangélicos de amor e de caridade, faltam geralmente a sede de luz e as ânsias de perfeição. Luz que o Criador concede até ao estado de deslumbramento! Perfeição que Ele dá até a culminância da DIVINDADE!… São bondosos, são fraternais, mas não querem mais iluminação. Tendo direito a muito, contentam-se com pouco, pois desse modo poucos serão também os seus deveres. Lembram a cada passo, a máxima cristã: “ao que muito se deu, muito se exigirá”… e por voluntária indolência, reduzem a o mínimo aparcela das suas responsabilidades…

No entanto, nenhum deles se lembra de que a nossa marcha para a perfeição é contínua e obrigatória, por ser um compromisso assumido desde quando nos reencarnamos. A princípio, não nos recordamos deste pacto solene, mas as sucessivas reencarnações vão nos trazendo, paulatinamente, primeiro a desconfiança, e depois a certeza da obrigatoriedade do contrato. A demora do seu cumprimento retarda a boa marcha dos negócios espirituais e as leis inexoráveis da Natureza, que fiscaliza com rigor os nossos atos, consigna a indiferença como a causa da demora, na satisfação do grande débito.

Retroceder não é possível, parar não é permitido – só há uma solução: é Prosseguir.

Próximo capitulo https://www.eubiose.org.br/mensagem-convida-a-todos-os-brasileiros-capitulo-09-de-12/

Série de 12 capítulos pertencentes ao artigo “Mensagem de Dhâranâ ao povo brasileiro”, escrito pelo Professor Henrique José de Souza, em 1925, na revista Dhâranâ n° 0.

 São palavras de uma riqueza imensurável, trazendo luz e esperança para os dias de hoje.

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