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Brasil Fenício

Os Tupis não podiam voltar; sua pátria fora vítima da fúria do mar. Procuravam uma nova pátria, uma Terra da Promissão, destinada para eles por Tupã, como disseram seus sacerdotes...

B R A S I L  F E N Í C I O

 

por HERNANI M. PORTELLA

A nomeada dos Fenícios como intrépidos navegadores, é um dos axiomas dahistória antiga. Eles empreenderam longas viagens no interesse de seu comércio, nos diz Diodoro de Sicília; estabeleceram numerosas colônias na Europa, na África e não temeram mesmo transpor as colunas de Hércules e navegaram sobre o grande Oceano.

Não é pois de admirar que estas frotas abordassem as Índias e as praias da América. Conheceram então as ilhas da América Central, as Antilhas, quer dizer,“Atlantilhas” (as pequenas Atlântidas).

Mil anos antes de Cristo, essas ilhas eram ainda maiores, e no lugar onde hoje está o mar Caríbico, havia ainda um grande pedaço de terra firme, chamada “Caraíba” (isto é, Terra dos Carás ou Caris). Nessa Caraiba e nas ilhas em redor viviam naquela época as sete tribos da nação tupi, que foram refugiados da desmoronada Atlântida.

Chamaram-se Caris, e eram ligados aos Povos Carios, do mar Mediterrâneo.

Os sacerdotes deram-lhe o nome “tupi” que significa filho de Tupã.

O país Caraíba porém teve a mesma sorte que a Atlântida. Todos os anos desligava-se em pedaços, até que desapareceu inteiramente, afundando no mar. Os Tupis salvaram-se em pequenos botes, rumando para o continente, onde está hoje a República da Venezuela. O nome da capital CARACAS prende-se a esta origem.

Os fenícios, tiveram conhecimento dessa região e resolveram levar os Tupis em seus navios para o norte do Brasil. Quando chegaram os primeiros padres contaram-lhes os piagas aqueles acontecimentos do passado. Disseram que a metade da população das ilhas, ameaçadas pelo mar, retirou-se em pequenos navios para a Venezuela, mas que morreram aos milhares, na travessia. A outra metade, foi levada em grandes navios para o sul, onde encontraram terras novas e firmes.

Varnhagen, Visconde de Porto Seguro, confirma, na sua “História Brasileira” que essa tradição, a respeito da integração dos Caris (Tupis de Caraiba), para o norte do continente sul-americano, vive ainda entre o povo indígena da Venezuela.

O padre Antonio Vieira, o grande apóstolo dos indígenas brasileiros, assevera em diversos pontos de seus livros, que os Tupis-Nambás, como os Tabajaras, contaram-lhe que os povos Tupis imigraram para o norte do Brasil, pelo mar, vindos de um país que não existia mais.

Os Tabajaras diziam-se o povo mais antigo do Brasil. E explica, o erudito historiador Schwennhagen, qual o fim desejado pelos Fenícios com a imigração dos Tupis para o Brasil. Um povo auxiliador para sua grande empresa; um povo inteiro que assim identificou os seus interesses nacionais com os interesses da pátria.

Os outros que chegaram do Mediterrâneo, permaneceram sempre estrangeiros; ficaram em relação com a sua antiga pátria e pensavam voltar para a mesma, logo fosse possível.

Os Tupis não podiam voltar; sua pátria fora vítima da fúria do mar. Procuravam uma nova pátria, uma Terra da Promissão, destinada para eles por Tupã, como disseram seus sacerdotes.

Os Fenícios tinham simpatia pelos Tupis, que eram da mesma estirpe dos povos Cários; entenderam sua língua geral “do bom andamento”; eram brancos, um pouco amarelados, como todos os povos do sul da Europa e da Ásia Menor, e tinham uma religião com sacerdotes, semelhante à organização religiosa dos Fenícios.

Além disso eram agricultores e tinham um caráter guerreiro. Um tal povo, transferido para o continente brasileiro e nele domiciliado com o auxílio dos Fenícios poderia tornar-se um bom aliado desses.

Os antigos historiadores citam diversos outros exemplos de imigração de povos, com o auxílio e os navios dos Fenícios. Isso foi um dos meios eficazes de que se serviam para assegurar as suas espalhadas colônias.

Colocada a fundação de Cartago no espaço de 850 a 840 antes de Cristo e acolônia fenícia de Byrsa em 1240 antes de Cristo, verificamos que esta ficou bem fortificada para poder servir como um ponto estratégico da estrada marítima que liga a Bacia Orienta do Mar Mediterrâneo à sua Bacia Ocidental.

Nesse sentido ganhou a pequena cidade de Byrsa uma certa importância no movimento marítimo.

No ano 800 antes de Cristo deu-se uma tragédia na família real de Tyro, mas não conhecemos exatamente nem os fatos nem os nomes dos implicados, diz textualmente o ilustre historiador. Schwennagen.

O grande Champollion brasileiro que teve o nome de Bernardo Silva Ramos, como o mais estudioso da pré-história brasileira, decifrou, na Pedra da Gávea, “naquelas simples ranhuras do tempo” o seguinte: “TYRO FENICIA BADEZIR YETBAAL” E o leitor inteligente, que conhece as inscrições da Pedra da Gávea, isto é, TYRO FENÍCIA YETBAAL PRIMOGÊNITO DE BADEZIR, conforme interpretou o Dirigente da Sociedade Teosófica Brasileira(EUBIOSE), professor Henrique José de Souza, com justa razão pensará que a mesma se acha estreitamente ligada com tudo quanto acabamos de transcrever, da valiosa obra do eminente historiador e filósofo Ludovico Scwennhagen.

Em 1839, no reinado de D. João VI, visando a obtenção da tradução de inscriçõesrupestres existentes na Pedra da Gávea, foi nela efetuada uma exploração por mestre frei Custódio Alves Serrão, padre da Ordem do Carmo, e formado em Teologia na Universidade de Coimbra.

Mestre frei Custódio, após visto e compilado as inscrições gravadas na Pedra da Gávea, afora estar carcomida pelo tempo, classificou-a possivelmente, como fenícia, em sua memória e estudo, organizado após acuradas investigações ali realizadas.

Esta memória que a crônica antiga registrou, foi entregue à Secretaria do Estado, no Reinado de d. João VI. Desapareceu lamentavelmente, no meio das “papeladas oficiais”.

Diz Schwennhagen em suas obras que a Restinga de Marambaia é uma obra ciclópica dos Fenícios, contando com mais de 16 quilômetros de comprimento,constituindo uma grande paliçada formada por uma linha de pedras, tentando ligar a península de Guaratiba com a linha do Pico.

O objetivo dos Fenícios com a restinga era a formação de um enorme viveiro de conchas margaritíferas.

Todos estes depoimentos, são para que o leitor não tenha dúvidas quanto à estada dos Fenícios no Brasil. Mas aquele fato citado por Schwennhagen que no ano 800 antes de Cristo deu-se uma tragédia na família real de Tyro, dele não conhecemos exatamente nem os fatos nem os nomes dos implicados.

Quanto a esta parte transcrevemos o artigo do Dirigente da Sociedade Teosófica Brasileira(EUBIOSE), o prof. Henrique José de Souza e que já foi publicado em numero anterior desta revista e que diz: “Tyro era a capital da Fenícia. Nela estava firmada a Corte do rei Badezir, então viúvo. Do seu consórcio nasceram oito filhos. O primogênito, como bem decifrou Bernardo Ramos, chamava-se YETBAAL (o deus branco).

Os outros sete irmãos o odiavam por ter sido aquele a quem Badezir mais amava seja pelos seus dotes espirituais, seja pela sua alta inteligência, por isso mesmo o seu melhor conselheiro. Os próprios sacerdotes e respeitavam e muito o queriam.

Entretanto, já de certo tempo, se tramava na corte a expulsão do Imperador (pai) e de seus dois filhos, pois que o primogênito não era mais do que uma parelha de seres irmãos gêmeos.

Finalmente, eis que chega o momento da expulsão que, diga-se de passagem, não foi levada a efeito pelo sangue de irmãos, nempelo próprio povo que antipatizava com os sete filhos de Badezir, amando e respeitando os dois primeiros, assim como ao próprio Imperador, pela sua virtude e obediência às coisas divinas.

Com essa revolta, insuflada por alguns elementos das castas militar e religiosa, o País passou de Império a República. A flotilha que foi armada para trazer o rei, os príncipes, escravos, sacerdotes e alguns e elementos do povo que ficaram fiéis aos mesmos, era composta de SEIS NAVIOS; no primeiro vinham Badezir, os dois filhos, oito sacerdotes, cujo primeiro ou oitavo, como Sumo Sacerdote, tinham o nome Baal-Zin (o deus da Luz ou do Fogo), dois escravos núbios fiéis aos seus dois senhores, e a marinhagem, acompanhada de soldados que deveriam voltar depois ao antigo Império fenício... Nos outros navios, além de gente do povo, vinham mais 49 militares, tambémexpulsos do País, por terem ficado ao lado do rei Badezir e seus dois filhos mais velhos... E mais 222 que, a bem dizer, era a elite do povo fenício.

E assim, vieram em demanda às novas plagas cujo nome BRASIL, não se originada cor de brasa da madeira que tem esse nome (pau brasil) e, sim, do nome do Rei fenício BADEZIR (Basil ou Brasil).

Vieram esses novos habitantes por força de Lei preparar o Brasil-Fenício para o Brasil-Íbero-Ameríndio, descoberto por Cabral,secundando Colombo. Duas cortes ficaram então constituídas: a temporal, pelo rei Badezir, pelos sacerdotes, etc. etc., e que ocupavam toda a região que vem do Amazonas até Salvador (Bahia).

E desta região até onde é hoje o Rio Grande do Sul, ficava a corte espiritual, dirigida por YETBAAL, na sua forma dual, acompanhado pelos dois escravos núbios, pelos 222 elementos da elite fenícia... e alguma outras pessoas que não vem ao caso apontar.Ilustração:Gravura “Pedra da Gávea”
As forças de involução, que incessantemente preparam ciladas para obstaculizara marcha heróica da mônada e o triunfo da Lei e as realizações da evolução, interferiram e os divinos irmãos foram sacrificados.

Quem se der ao prazer de ler a magnífica obra “Aquém da Atlântida”, do ilustre acadêmico patrício, Dr. Gustavo Barroso, encontrará uma passagem muito interessante que fala numa “ilha Brasil”, em cuja entrada da barra havia uma certa Mano Satanias que fazia soçobrar as embarcações que ousassem atravessar a barra.

Tal passagem possui maior amplitude interpretativa quando se souber que dentro da PEDRA DA GÁVEA, além de duas múmias colocadas uma junto à outra sobre uma mesa de pedra nos pés também se acham duas outras dos dois escravos núbios aos quais nos referimos anteriormente, sendo que na cabeceira se encontram dois jarrõescontendo flores em parafina, etc.

E dos lados, em dois vasos canópicos, como outrora nos túmulos faraônicos do velho Egito, os manes das duas referidas múmias... E mais adiante, depois de uma rampa que vai dar ao mar, pela parte traseira da mesma pedra – como esfinge fenícia a que é – uma barquinha de teto esmaltado de azul, movida por uma roda que ia ter à pequena hélice, na popa, sendo acionada pelo referido escravo núbio.Pelo que se vê, o “casal”, cujas múmias se acham sobre as duas mesas de pedra,outras não são senão “a parelha primogênita de Badezir”, do mesmo modo que o escravo (pois a escrava morrei alguns anos depois) que movia a barquinha, e que soçobraram na baia que hoje tem o nome de Guanabara, cujo trabalho seria a tessitura da outrora chamada NISH-TAO-RAM (Nictheroy ou o Caminho Iluminado pelo Sol) com o Rio de Janeiro de hoje, como se dissesse que preparavam o alicerce da mais excelsa obra que deveria tomar forma na referida região.

Quando Badezir veio a saber da morte de seus dois filhos, correu pressuroso, em companhia do Sumo Sacerdote Baal-Zin e de um mago (médico e mumificador), chegando, infelizmente, muitos dias depois.O choque moral e sua própria idade, concorreram para que ele durasse poucotempo. Mas, antes de morrer, pediu ao supracitado sacerdote que, “logo isso acontecesse, mumificasse o seu corpo, deixando-o ao lado dos dois filhos durante sete anos, findo os quais, deveria ser transportado para certa região do Amazonas”, onde até hoje se acha, num pequeno santuário oculto nas referidas selvas”.


Os Tamoios chamavam a “Pedra da Gávea” de METACARANGA, fazendoreferência à “cabeça coroada”. A inscrição da “Pedra da Gávea”, é uma das muito e enigmáticas inscrições rupestres – litogrifos em linguagem erudita ou itacotiara, em língua indígena e a própria pedra, sugere uma esfinge fenícia, com corpo de bovino, asas que se levantam dos flancos e cabeça de um homem barbado com um barrete alto e que é ao mesmo tempo um TEMPLO e um TÚMULO.

O templo foi dedicado a Badezir e o túmulo a seus filhos gêmeos YETBAAL.

Terminou a tragédia e a tentativa milenar da implantação de um reino divino em nossas terras.

Para então começar uma nova era, Brasil, berço do Avatara! 

 

 


Publicado originalmente em Dhâranâ nº 09 e 10 - Ano XXXIV 

 


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"Toda profissão é sacerdócio ou comércio, segundo seja exercida pelo altruísmo ou pelo egoísmo."   Henrique José de Souza
"Um verdadeiro iniciado nos grandes mistérios da vida não interpreta as coisas através da letra que mata, e sim, do espírito que vivifica." Henrique José de Souza
"A humanidade é infeliz por ter feito do trabalho um sacrifício e do amor um pecado." Henrique José de Souza
"O ritmo é ordem, e somente pela ordem tudo se pode alcançar." Henrique José de Souza
"A malícia é a criadora da censura." Henrique José de Souza
"Não se ensina ou inicia alguém começando pelo fim, e sim, como este nome o diz, pelo começo." Henrique José de Souza
"Spes messis in semine: A esperança da colheita reside na semente(Lema da Sociedade Brasileira de Eubiose)". Henrique Jose de Souza
"A verdadeira força não é a do mar em fúria, que tudo destrói, mas do rochedo, impassível, que a tudo resiste." Henrique José de Souza
"É dever do discípulo, por amor e respeito ao próprio Mestre, possuir a maior vigilância dos sentidos para não fazer sofrer aquele que lhe serve de guia na espinhosa vereda da iniciação." Henrique José de Souza
"Eubiose é a ciência da integração do homem com o todo como fator equilibrante." Henrique José de Souza
"Escola, Teatro e Templo. Eis a trilogia iniciática." Henrique José de Souza
"A aquisição da Verdade é o mais alto dos ideais humanos." Henrique José de Souza
"O verdadeiro amor jamais se cansa de espalhar o bem onde quer que ele se faça necessário." Henrique José de Souza
"Nos números, nos sons e nas cores estão contidos todos os mistérios da manifestação." Henrique José de Souza
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"Vontade, Inteligência e Amor. Para a Eubiose, a harmonia destes três princípios é a base da evolução." Henrique José de Souza
"Eubiose é a ciência da vida. E, como tal, é aquela que ensina os meios de se viver em harmonia com as Leis da Natureza e, consequentemente, com as Leis Universais, das quais as primeiras se derivam. Henrique José de Souza
"Muitas das leis da Natureza são tão simples que a maioria das criaturas não lhes dá a menor atenção." Henrique José de Souza
"Reconstruir é o brado que nos compete! Sim, reconstruir o homem, o pensamento, a moral, os costumes; reconstruir o lar, a escola, o caráter, para que o cérebro se transmude ao lado do coração. Só assim a Humanidade se tornará digna do estado de consciência que é exigido pela Nova Civilização." Henrique José de Souza
"Um livro tanto pode ser um poderoso auxiliar como um formidável destruidor de tua mente: tem cuidado na sua escolha."   Henrique José de Souza
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" A crítica, quando despojada de seus aspectos negativos, torna-se a mais poderosa tribuna do aperfeiçoamento." Henrique José de Souza
"Grande é aquele que deseja instruir-se; maior o que se instrui; porém muito maior, o que oferece seus conhecimentos aos demais." Henrique José de Souza
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